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ALEATORIAMENTE

Já dizia um grande poeta: todo ato falho é o acaso.

Aleatoriamente abro os olhosLevanto e escovo os dentesEu vou seguindo os protocolosPois nada é por acidenteA ilusão do livre arbítrioVai enchendo de esperançaTudo aquilo que foi ditoReencarnação e herançaCada decisão a favorÉ uma decisão contraE o presente se renovaSe não houver ontemNão haverá amanhãPersistente supernova

O acaso e a aleatoriedade governam o universo conhecido por nós. Um universo indiferentemente hostil. Um lembrete constante e lacerante: coisas boas podem acontecer a quem é ruim, e coisas ruins podem acontecer a quem é bom.

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O remanescente de supernova Cassiopeia A.NASA